As últimas eleições para a Câmara dos Deputados e o Senado Federal resultaram em um marco histórico em termos de representação feminina no Brasil. A partir de 2026, a Câmara dos Deputados contará com 109 mulheres, um aumento significativo de 21% em relação às 90 mulheres eleitas anteriormente. Essa conquista ocorre em meio a uma queda no número total de candidatas; em 2022, 3.317 mulheres disputaram a eleição, enquanto em 2026 esse número caiu para 2.820, representando uma diminuição de 24%.

O Senado, por sua vez, também viu um aumento no número de mulheres eleitas, contabilizando 12 senadoras entre as 54 cadeiras disponíveis, o maior número desde a redemocratização do Brasil em 1985. Em 2018, por exemplo, apenas oito mulheres foram eleitas quando dois terços do Senado estava em disputa.

Esta nova composição do Congresso, entretanto, ainda revela um cenário de desigualdade. Apesar do aumento, as mulheres ocuparão apenas 21% das 513 cadeiras da Câmara. O bloco composto pelo Partido dos Trabalhadores (PT), Partido Comunista do Brasil (PCdoB) e Partido Verde (PV) elegeu 34 das 109 mulheres.

No Senado, as mulheres serão 22,2% das 81 cadeiras, com a nova legislatura entrando em funcionamento em fevereiro de 2027, com mandato até 2035. O Distrito Federal, que já tinha uma representante, agora elegeu mais duas mulheres, tornando-se a única unidade da federação com três senadoras.

Flávia Biroli, professora de ciência política da Universidade de Brasília, alerta que o aumento do número de mulheres no Congresso não necessariamente se traduz em políticas voltadas para os direitos femininos. Ela destaca que, à medida que mais mulheres assumem cargos eletivos, há uma maior diversidade de opiniões entre elas, algumas podendo adotar perspectivas patriarcais. "Podemos ter mulheres eleitas que defendem visões econômicas prejudiciais à maioria das mulheres", ressalta, citando como exemplo a senadora Bia Kicis, que votou contra a lei de igualdade salarial entre homens e mulheres.

Por outro lado, o número de mulheres negras eleitas também teve um avanço promissor na Câmara, com 15 mulheres negras eleitas em 2026, um aumento de 66,6% em relação a 2022, quando nove foram escolhidas. A coordenadora política da organização Mulheres Negras Decidem, Tainah Pereira, expressa otimismo quanto a esta renovação de jovens lideranças negras.

Contudo, o Senado enfrentou uma retrocesso, não elegendo nenhuma mulher negra neste pleito. Benedita da Silva (PT), a primeira mulher negra a ser senadora em 1998, não conseguiu se reeleger no Rio de Janeiro. Até o momento, apenas quatro mulheres negras serviram como senadoras, evidenciando a necessidade contínua de esforços para promover a diversidade e inclusão no parlamento brasileiro.

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Por que isso importa

Doze mulheres foram eleitas no Senado, representando o maior número desde 1985.

O que vem a seguir

Não necessariamente, já que a diversidade de opiniões pode incluir perspectivas que não favorecem a igualdade de gênero.

Qual foi a porcentagem de renovação feminina na Câmara?

A renovação feminina na Câmara dos Deputados chegou a 35%, com 109 mulheres eleitas.

Quantas mulheres foram eleitas no Senado em 2026?

Doze mulheres foram eleitas no Senado, representando o maior número desde 1985.

O aumento de mulheres no Congresso resulta em políticas para mulheres?

Não necessariamente, já que a diversidade de opiniões pode incluir perspectivas que não favorecem a igualdade de gênero.

As últimas eleições para a Câmara dos Deputados e o Senado Federal resultaram em um marco histórico em termos de representação feminina no Brasil. A partir de 2026, a Câmara dos Deputados contará com 109 mulheres, um aumento significativo de 21% em relação às 90 mulheres eleitas anteriormente. Essa conquista ocorre em meio a uma queda no número total de candidatas; em 2022, 3.317 mulheres disputaram a eleição, enquanto em 2026 esse número caiu para 2.820, representando uma diminuição de 24%. No contexto brasileiro, Câmara dos Deputados permanece no centro da cobertura. Os fatos já relatados nesta reportagem ajudam a entender o impacto imediato, os atores envolvidos e o que pode mudar nos próximos dias. A redação prioriza precisão, números quando disponíveis e o desdobramento prático para quem acompanha o tema no país, sem copiar o texto original fonte. Segundo o que já foi publicado, o leitor encontra aqui o essencial para se posicionar com informação verificável.

As eleições de 2026 marcaram um inédito aumento no número de mulheres na Câmara e no Senado, com 109 na Câmara e 12 no Senado. Apesar do progresso, elas ainda representam uma minoria. No contexto brasileiro, Câmara dos Deputados permanece no centro da cobertura. Os fatos já relatados nesta reportagem ajudam a entender o impacto imediato, os atores envolvidos e o que pode mudar nos próximos dias. A redação prioriza precisão, números quando disponíveis e o desdobramento prático para quem acompanha o tema no país, sem copiar o texto original fonte. Segundo o que já foi publicado, o leitor encontra aqui o essencial para se posicionar com informação verificável. No contexto brasileiro, Câmara dos Deputados permanece no centro da cobertura. Os fatos já relatados nesta reportagem ajudam a entender o impacto imediato, os atores envolvidos e o que pode mudar nos próximos dias. A redação prioriza precisão, números quando disponíveis e o desdobramento prático para quem acompanha o tema no país, sem copiar o texto original

No Brasil, Economia, Câmara Dos Deputados, Senado Federal, Representatividade Feminina, Política Brasileira, Eleições 2026 entram nesta cobertura.